terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Do início. . .


Cheguei em casa, tomei um banho - passando minutos sentado no azulejo frio, deixando que a água caísse com um pouco mais de força. Fiz uma salada de improviso (tenho tomado gosto por saladas, e não estou me referindo às do Mc Donald's, que fique claro!), tomei minha dose diária de Rohypnol, acendi um cigarro, acariciei os pêlos de uma sonolenta Lulu Harvey - ela abanou o rabo, apontando para o cobertor como quem diz "não quero carinho, idiota... quero conforto". Fechei os olhos, esperei por Morpheus, mas ele não veio. Algo rondava os meus pensamentos, algo distraía o meu foco. Entendi a razão e vim correndo criar esse espaço - espaço de dúvidas, indagações; espaço de devaneio e epifanias que de tão ínfimas decidi nomeá-las despifanias. Me veio a necessidade de externalizar aquilo que se passa aqui dentro, por trás das retinas - a inquietação que me agita a alma de sonhador cronicamente insatisfeito... necessidade de compartilhar com os que eu amo ou talvez apenas com os incontáveis bits e bytes a sede da procura. Tenho sede, e água nunca me bastou. Meus passos são inquietos, minhas mãos também. Que minhas despifanias tragam algum afago. As dúvidas habitam os meus bolsos...

E os seus?

Um comentário:

  1. .... sempre foi prazeroso te ler. Não um prazer do tipo "novela da Globo", mas algo que alimenta o intelecto. Feliz por esse novo espaço. É uma inspiração para meus porcos textos engavetados. Luvya

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